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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

 Brasserie Cantillon, desde 1900



O que eu mais gosto daqui, é a tradição. Uma das mais tradicionais cervejarias da Bélgica, a Cantillon, é especialista em cervejas do tipo "Lambic", em que o processo de fermentação é espontâneo. Além disso, também fabrica os tipos "gueuze, faro e kriek" em copos e garrafas maiores. 

Fermentação espontânea

O local existe desde 1900, e seus processos de produção são antigos e artesanais (os mesmos, praticamente). É possível visitar a cervejaria. As portas abrem de segunda à sábado, das 10h às 16h. Certos equipamentos mais antigos são mantidos na pequena "fábrica" e você pode fotografá-los. 




Para a visitação, não há necessidade de reservas, a não ser que você apareça por lá em um grande grupo. O valor está em 7 euros, mas o bacana é que, no final do passeio, você pode degustar uma cervejinha pelo valor pago. Além da visita, você pode apenas passar lá para comprar uma cerveja. As garrafas são bonitas, é um ótimo presente. 



Lembrando que essas cervejas são um pouco diferentes das cervejas comuns. Podem ser ácidas e azedinhas. Então, para quem ainda não está acostumado, pode ser que haja um certo "estranhamento" nos primeiros goles. 




Vale a experiência e eu adoro!

Visitas podem ser feitas em 3 línguas: francês, inglês e holandês. 

Família Cantillon


Mais informações, aqui no link.    


Bisous!



*Imagens: acervo pessoal

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Doce Bélgica: seus aromas, suas chocolateries


Neuhaus. Praline 1958 - os preferidos de Brigitte Bardot

É impossível visitar a Bélgica sem ganhar alguns quilinhos na balança. O país é especialista em coisas boas. São cervejas, moules-frites, batatas-fritas, gaufres e chocolates, muitos e de todos os tipos, decorados e expostos como joias nas vitrines belgas.




Hoje é feriado por aqui, mais um dia de feriado belga. Oh gente que sabe viver, ulalá! Por isso, acordei com uma vontade enorme de experimentar só mais um docinho, só mais um pedacinho do melhor chocolate do mundo (sim, e eles brigam para manter a tradição). E por que não compartilhar essa bela experiência aqui no blog, não é mesmo?






Bom, começo identificando os tipos de chocolates: o chocolate amargo ou noir, o chocolate ao leite, mais adocicado, o branco e os pralines, ou bombons recheados.  





Independente de qual seja a escolha do cliente, todos são maravilhosos. Podem ser misturados com frutas e especiarias, ou recheados com licores,  e derretem na boca a cada mordida. Uma explosão de prazer. 




Os famosos chocolates belgas são vendidos por todos os cantos do país. No supermercado, qualquer marca belga que estiver exposta será de alta qualidade, inclusive as linhas mais baratas da marca 365, no supermercado Delhaize, maior rede daqui.





Museu do Chocolate


Para os amantes de história, aqui é possível saber tudo sobre os chocolates, como surgiram, sua produção, os utensílios utilizados, como tudo começou. Basta vistar o Museu do Chocolate, ou "Choco-Story Brussels". Fica no centro de Bruxelas e é possível fazer visitação. 




Informações: fecha nas segundas-feiras

Valores:  Preços: Adulto 6 €; Estudante e sênior 5 €; Jovens de 12 a 18 anos 5 €; Crianças de 6 a 12 anos 3,50 €; Grátis para crianças menores de 5 anos acompanhadas pelos pais



Chocolateries





Para quem prefere se perder pela estética dos belíssimos pralines, o melhor lugar para encontrá-los é nas Galeries Saint Hubert, ao lado da Grand Place em Bruxelas. 




Ali, encontram-se as principais chocolateries do país, escolher as delícias entre tantas variedades e formas é sempre uma difícil tarefa. Vale a experiência.  




E os atendentes estarão sempre prontos a dar informações sobre a marca escolhida. 




Pierre Marcolini: haute chocolaterie 

Leonidas

La Belgique Gourmande



Godiva

Neuhaus



Planète Chocolat


Corné Port-Royal 






Ficou com água na boca? 



Então está aí uma das melhores dicas de viagem para quem, assim como eu, ama viagens e chocolates.






Bisous!


*Imagens: acervo pessoal

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Concurso de cervejeiros na Bélgica




Um pouco de "cultura cervejeira" não faz mal algum. Então, hoje é dia de conhecer mais sobre as cervejas belgas. 

Por aqui, a gurizada fabrica cervejas o tempo todo, sempre em busca de melhores processos, ingredientes, sabores e qualidade. E diversão, é claro!

Esse ano, a empresa belga Brouwland, especializada em insumos e utensílios para cervejeiros, premiou dois grupos de jovens produtores, em duas categorias: melhor brasserie amadora e melhor brasserie estudantil.





E os vencedores foram:

Melhor Brasserie amadora: De Goedheilige Mannen

Melhor brasserie estudantil: Brouwerij Den Druppel 



Confira os vídeos, e tudo o que você ainda não sabe sobre cervejas...mas deseja saber!




Espero que gostem.

Bisous!



Informações: Mabière 
*Imagens: acervo pessoal

sábado, 31 de outubro de 2015

A cultura da cerveja



La bière...


A adoração às cervejas artesanais tem crescido muito nos últimos anos. No Brasil, na Bélgica e em diversos países, é impressionante a valorização aos rótulos artesanais, com processos de produção, gostos e produtos elementares.

Da produção caseira, em panelas e quintais, a cervejarias sofisticadas e abertas ao grande público, o líquido sagrado ganha novos seguidores, adeptos ao rótulo. 




Muitas pessoas fazem produção caseira, apenas para o consumo próprio. Fabricam pequenas quantidades, misturando os ingredientes essenciais - lúpulo, água e malte - a frutas, temperos e especiarias. "Há todo um envolvimento" para fazer a cerveja, que começa na compra dos equipamentos e ingredientes, passa pela escolha das receitas ou, ao menos, pelo tipo de cerveja a ser criado caso pretenda inventar novos sabores, e termina nas várias degustações, após o período de fermentação. 




O tempo de duração de todos os processos varia, alguns "produtores de quintais" falam em 20 dias, outros em 40 dias, então, calculamos uma média de um mês. Esse é o tempo para abrir a "tampinha" e se esbaldar,"cervejando". E o legal é que as pessoas estão produzindo algo para o consumo próprio: autoprodução, autoconsumo e bebidas de qualidade. 




O mais bacana é que os fãs da produção caseira chegam a criar grupos, confrarias de produtores, para fazer as provas, conversar a respeito dos processos e "trocar" litros. É uma espécie de "escambo", onde os participantes trocam sabores, receitas e experiências. E ainda levam para casa o gostinho da bière!

Além das confrarias, muitos eventos com cervejas artesanais estão acontecendo. No Brasil, a cultura já era forte e, aqui na Bélgica, os eventos acontecem "diariamente", e com muitos seguidores. 




São organizados por cervejeiros, pequenos produtores, bares e cervejarias, e por marcas maiores que tenham alguma linha especial de produção "artesanal". O bom é que esses eventos lotam, os bebedores de cerveja comparecem em peso, e descrevem as sensações e os diferentes tipos como mestres.

O que, há alguns anos, era apenas tendência, hoje está virando tradição! 


Bisous!



*Imagens: Acervo pessoal

  

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Brussels beer project: criação colaborativa do líquido sagrado


A Bélgica é uma caixinha de surpresas. Não me canso de ser surpreendida pelas coisas daqui, e seus "belgicismes". 

Dessa vez, o assunto ficou mais sério: os belgas entraram na onda da colaboração para produzir, também, novas cervejas e, agora, estão "surfando"!

Há dois anos, começou a função, produzir cervejas através de crowdfunding. Um projeto 100% colaborativo, com co-criação de "cervejeiros", o que tornou a ideia mais criativa e inovadora dentro do mercado de cervejas belga. 


Rótulos desenvolvidos. Tem até cerveja "do Brasil"


Em junho de 2013, a comunidade que viabilizou o projeto escolheu o rótulo "Delta" como o vencedor, em meio aos protótipos concorrentes "Alfa", "Beta" e "Gamma". A produção foi um sucesso e hoje, graças à parceria com Bier Andres, as cervejas podem ser encontradas em mais de 150 estabelecimentos em Bruxelas. Além do mais, já há exportação do líquido sagrado para diversos países. Até os mercados vendem a produção e a um precinho super camarada.




Mas a maior realização está prestes a acontecer. No próximo sábado, 24, Bruxelas terá a mais nova fábrica de cervejas artesanais. A "Brewery" do projeto toma forma e abre as portas ao público, em Dansaert 188, uma das regiões de moda autoral, na região dos "belgicismes". Só pela localização já dá para imaginar o sucesso da cervejaria!


Produção



A ideia é convidar cervejeiros de outros países para degustar os novos rótulos da cervejaria, selecionados com precisão para a abertura da casa, que pretende comercializar cerca de 750.000 garrafas por ano, misturando receitas.


Os guris tirando onda, dias antes da inauguração





Informações


1.200 pessoas colaboram com o projeto. Cada colaborador recebe 12 cervejas, a cada ano, pelo valor de 160 €. 

Entrada: gratuita, das 15h às 22h.
Endereço: Rue Dansaert, 188 – Brussels





terça-feira, 20 de outubro de 2015

Selah Sue, a cantora da voz rouca


Em tempos de Stromae, música eletrônica e grandes produções, volto o olhar à pequena belga de olhos azuis, tímida, suave e com uma voz rouca que lembra "Janis"!


http://www.night-groove.net/


Quem é ela? É o que todos querem saber 


Não, Selah Sue não foi descoberta agora,ela já está na estrada artística há alguns aninhos, mas, no final de 2014, lançou seu segundo álbum e está em turnê pela Europa, levantando plateias por onde passa.


http://www.grazia.fr/


Aos 16 anos, a guria de Louvain, terra da Stella Artois, ganhou um concurso na cidade, onde era a única participante feminina a subir ao palco. Em suas primeiras aparições, Selah interpretava grandes sucessos, inspirada em músicas pop americana e inglesa, uma vez que a música belga não tem muito a ver com o seu estilo. 

Hoje, aos 26 anos, a cantora compõe, desliza seus dedos sobre uma guitarra acústica e interpreta sucessos em inglês. Transita por ritmos como ska, soul, folk e reggae, e seu tom de voz lembra muito as lendárias Amy Winehouse, Macy Gray, Janis Joplin e Joss Stone.




Como influência em suas composições, Selah fala em seu site de uma passagem em que viu a cantora Lauryn Hill tocar sozinha, apenas voz e violão, para a MTV. Isso a fez querer aprender a tocar o instrumento.


Reconhecimento e premiações


Desde que apareceu no cenário musical, Sanne Putseys ou Selah Sue (nome artístico), só ganhou posições. Participou de aberturas de shows de cantores famosos, como Prince e Jamie Lidell e fez duetos, interpretando sucessos com Mobi, Cee Lo Green, entre outros. 

Com apenas dois álbuns produzidos e um imenso reconhecimento através do youtube, a cantora carrega algumas importantes premiações. As vendas do primeiro álbum, em 2011, chegaram a um milhão de cópias vendidas, apenas na Europa, o que lhe deu o primeiro Disco de Platina. No mesmo período, Selah fez alguns trabalhos paralelos, com mixagens, recebendo o prêmio Constantin para jovens artistas. 

Em seu trabalho mais atual, "Reason", a cantora ressurge com novos sucessos e o single "Alone", maior sucesso do álbum.

A turnê, por aqui, segue intensa e, no dia 05 de dezembro, a belga estará em Bruxelas apresentado seu álbum! Os ingressos já estão à venda (35 €).





O estilo está no cabelo


É a melhor representação da mulher belga. Simples, minimalista e sem grandes produções. Ela se apresenta sempre do mesmo jeito, roupas normais, tons neutros, colar ou echarpe. O grand finale está na cabeleira!




Marca registrada se Selah, a cabeleira dourada toda trabalhada em um arranjo (acordei agora, levantei os fios e prendi), com um franjão para o lado, faz sucesso sempre. De longe se vê, lá vem ela! E vem cheia de estilo próprio.

Seria uma referência aos anos 50, à Bardot, à nova face de Adelle, ou uma homenagem à Amy? 

Certamente não! Apenas Selah, e bem atual!



Bisous!




*Vídeos: 
https://www.youtube.com/watch?v=mJtM7SRo6l8 
https://www.youtube.com/watch?v=oiqRFvUOUH0

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fabienne Delvigne: a chapeleira da realeza belga


Fabienne

Não é apenas Kate Middleton e a realeza britânica que usam os famosos e desejados chapéus e fascinators! 

Aqui na Bélgica, a Rainha Mathilde está sempre "abafando" quando se trata de moda, classe e alta costura. E nada melhor do que ter uma Rainha e a Família Real como "garota-propaganda" da marca. 


Rainha Mathilde


Não há um evento sequer em que a Rainha apareça, ao menos em algum momento, sem um belo chapéu. Por isso, resolvi mostrar a vocês a marca que está por trás da monarquia belga, Fornecedora oficial da Realeza, a qual chama-se Fabienne Delvigne (FD), homônima à sua criadora. 


O chapéu delicadamente feito à mão, em sua oficina
Uma de suas criações


O cuidado com cada detalhe do acessório impressiona. São muitas criações, uma ampla cartela de cores e acabamentos impecáveis. Realmente, é uma arte, a arte de criar um objeto como se fosse uma verdadeira joia. E, financeiramente, até pode ser. Mas a coleção mais barata custa (a partir de) 150 euros. Já as mais caras podem ultrapassar o valor de 1.000 euros! A maioria dos acessórios são criados sob encomenda e para alguém, especificamente, por isso sabemos bem o valor agregado a cada nova peça. 




Sobre a marca lançada em 1987, em 1990 colaborou com algumas maisons de haute couture aqui em Bruxelas, como Giorgio Armani, Natan, Chanel e YSL, tornando-se conhecida em um seleto grupo de consumidores. Em 1995, Paola, a então Rainha, junto com a Rainha Sylvia, da Suécia, passaram a usar os acessórios da marca, que em 1999 finalmente foram consagrados por sua aparição em diversas "cabeças da realeza", no matrimônio do Príncipe Philippe com a Princesa Mathilde.

As coleções de Fabienne Delvigne são divididas em Collection Couture e Collection Trendy, sendo a última o que há de mais novo, ou melhor, é a tendência, a última moda em chapéus e fascinators, desenvolvida a cada troca de estação. E não são pensadas apenas para as cabeças femininas, chapéus masculinos também fazem parte das criações da estilista.




Não preciso nem falar o quanto essa marca é amada e desejada pelas belgas. Ter um chapéu, uma bijou ou um acessório de FD é vestir alta costura. E é a marca belga que melhor representa a sofisticada sociedade de Bruxelas. 

               FD - The Great Gatsby Collection




No Brasil, temos pouco hábito de usar chapéus como enfeites. Geralmente eles aparecem nas praias e em modelos e materiais bem diferentes do que costumamos ver por aqui, ou, quando aparecem mais modernos (em cerimônias sociais, casamentos, batizados), são pouco usados. Entretanto, deveríamos. Além de charmosos e sofisticados, alguns modelos protegem do sol e do calor, coisa que para nós, brasileiras e habitantes de um país tropical e "caloroso" é super importante.

Endereço do Atelier: Rue Fauchille 8, 1150, Brussels, Belgium.


Bisous!



*Imagens:  http://m.lalibre.be/ http://www.unica.ro/  http://www.hln.be/ http://www.rtbf.be/