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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Os Saldos (soldes, sale, rebajas) terminaram. E agora?


Sim, foi um intenso período de descontos aqui na Europa. Em julho, as lojas liquidaram o que excedeu de suas coleções primavera/verão 2015 nas araras. Das grandes marcas de fastfashion às marcas de grife, a "desova" de mercadorias foi intensa e "as" consumidoras fizeram a limpa no que restou.



Preciso falar sobre isso!


Já fiz viagens para cá e, muitas vezes, presenciei a época das incansáveis promoções europeias. São duas promoções anuais que precedem os lançamentos "primavera/verão" e "outono/inverno", e, por aqui, os descontos realmente funcionam. Existem leis que regulam essas promoções e cada país tem a sua, mas o bacana é que o período dos saldos são sempre os mesmos: julho e janeiro.


Na Bélgica, acabamos de passar pela liquidação de verão. No final de maio, os lançamentos começam a circular nas araras e, até 29 de junho, o que era novidade já passou pelas vitrines. O regulamento indica 3 remarcações. No início, as marcas começam liquidando peças com (no mínimo) 30% de desconto, no meio do mês, passa a ser 50%, e o que sobrou no estoque é liquidado, na última semana, por nada menos que 70%. 


Mas e no Brasil?


Eu chamo a atenção para isso, justamente, porque no Brasil muitas lojas fazem uma "pseudo-promoção". Há baixas de preços, porém, os descontos são baixos (20%, 30%, 40%) e, muitas vezes, os produtos ofertados não são os que antes eram lançamentos. Também já vi lojas anunciarem uma super liquidação em que os preços das peças estão "mais altos" do que quando estavam na nova coleção. Para mim, isso é absurdo! É mais honesto não liquidar e manter uma média de valores do que "iludir" os consumidores que acabam comprando no "impulso" da propaganda. 

Infelizmente isso acontece! Mas "não é regra". Enquanto a coisa segue nesse ritmo, vale a pena economizar para gastar aqui!

Bom, agora ficamos na expectativa das promoções de outono/inverno. De 3 a 31 de janeiro 2016, muita lã, casacos e acessórios pesados e tudo o que sobrar nas araras europeias. 


Bisous!


*Imagens: Zara - sale, em http://www.zara.com/be

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Moda, comprinhas e muitos descontos: Rue Neuve, o endereço certo


Toda a grande cidade tem uma rua famosa por seu intenso comércio de lojas que tiram o fôlego por suas vitrines cheias de looks e descontos. Em Bruxelas não poderia ser diferente. No centro da cidade e bem pertinho da Grand Place está localizada a "Rue Neuve", com seus enormes prédios, galerias e moda fast-fashion, o endereço tem o maior faturamento por metro quadrado da capital belga.

E não poderia ser diferente. Além da proximidade com o centre-ville e a praça, as marcas mais desejadas de moda fast-fashion estão ancoradas por ali. Entre elas encontram-se a espanhola Zara, Mango, Pimkie, C&A, We Store, Promod, Naf Naf, New Look, Claire´s, Bershka, Spirit, Eram, a masculina Cielo, Benetton, Six, a famosa marca sueca H&M (pelos meus cálculos são 5 lojas só nessa rua), bem como a loja de departamentos mais barata que conheci: Primark, que abriu suas portas esse ano no local que abrigou a Forever 21. Essa acabou fechando após um período, devido ao baixo faturamento frente a outras praças. 

Além das marcas citadas, na Rue Neuve, é possível encontrar lojas mais caras, como Mac, Levis Store, Ici Paris, Swarovski, as chocolateries Neuhaus e Léonidas, Nike Store, a famosa marca de sorvetes Haagen-Dazs, entre outras. Dois grandes centros comerciais cheios de pontos de venda também encontram-se no endereço: a galeria INNO e a Galeria City2. 

A Rue Neuve é estreita e sua arquitetura nada lembra a arquitetura medieval. Seus prédios são simples, altos, as galerias situadas em duas esquinas também não chamam atenção por sua estética. Simplesmente o endereço é um grande ponto comercial a céu aberto. Sua localização está entre a Place Rogier e a Place de la Monnaie, e os pontos de metrô próximos são a estação De Broukere e a estação Rougier (uma em cada ponta).

E se você estiver passando por ela e enxergar uma multidão aglomerada, em fila, pode saber que são clientes à espera da liberação dos seguranças para entrarem na Primark. Sim! todos os dias, a qualquer horário, uma grande fila se forma em frente ao magazine que vende uma moda rápida, barata, com peças a valores absurdos mesmo fora da época de liquidação. São coleções inteiras, masculinas e femininas, que podem custar 3, 5, 8, 10 euros ou mais. Realmente as peças são muito baratas, acessíveis a qualquer "bolso". 
                        

                        Fila da Primark  




"Soldes de ête", de 1º a 31 de julho


Todos os dias milhares de turistas circulam por essa rua à procura de roupas e acessórios. Em julho, como aqui na Europa é o mês mais quente do verão e a coleção da estação já está nas vitrines (de 31 maio a 29 junho), é o período dos saldos e das liquidações e na Bélgica a data é definida entre os dias 1º e 31 de julho. 

Para quem não conhece, aqui chamamos de "Soldes" e os descontos são remarcados gradativamente. São três remarcações, conforme a legislação do país, nos primeiros dias é possível encontrar itens com descontos que variam de 30 a 50%, posteriormente os descontos chegam a 70%, o único inconveniente é que você pode não encontrar roupas do tamanho desejado se deixar para os últimos dias. Mas o bacana é que no final, a remarcação realmente é para "desovar" o que ainda sobrou nas lojas. 

Vamos lá, ainda temos alguns dias!  



*Imagens e vídeo: Ana Laura Visentini  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Corra, Cos, corra


Uma moda menos democrática, assim está sendo tratada a vinda da Cos para o quartier Dansaert


O "quartier" Dansaert é o quadrilátero da moda belga em Bruxelas. Com suas lojas de grife e muito luxo a região abriga grandes nomes de marcas e costureiros que fizeram com que a capital ganhasse a reputação de "cidade da moda". 

A partir dos anos 90, a Rue Antoine Dansaert passou por um fenômeno sociológico, fazendo com que sua localização fosse aos poucos se tornando atrativa a um público diferenciado, com maior poder aquisitivo, junto de um comércio menos popular e mais conceitual. Aos poucos, o espaço surge remodelado e composto por novas fachadas de pequenas boutiques "feito à mão", com estilistas locais dando personalidade a uma antiga região central. Após essa mudança acontece o rompimento da imagem popular que, junto com a especulação imobiliária da época, acabou afastando os moradores menos abonados para as regiões mais periféricas e, em troca, um público elitizado vem integrar o "quartier" da moda luxo da cidade.
Atualmente a região está ameaçada. A loja Cos, versão mais cara e chique do grupo sueco H&M (Hennes & Mauritz), multinacional gigante em faturamento e número de lojas fixadas por todo o mundo, está prestes a se instalar num enorme terreno já comprado e liberado pela prefeitura da capital. A instalação está prevista para os próximos dias e é bem provável que ela mude a rotina dos pequenos comerciantes que, apesar de terem uma clientela fiel e rica, terão de se reestruturar para manter a concorrência e a identidade local. Há muita polêmica ainda sobre o caso entre os comerciantes e a prefeitura para que não haja a entrada das Cos na região. Até os moradores aderiram à campanha a favor dos costureiros pela não entrada de uma loja grande em Dansaert. Os pequenos alegam que a vinda de uma loja de departamentos, grande e com preços mais democráticos que os usados ali poderá descaracterizar um dos últimos redutos de moda luxo, de trabalho sofisticado e sob medida, onde alguns comerciantes trabalharam por 30 anos pela realização de um conceito específico de moda. Esse tipo de comércio mais popular tem nome e endereço aqui na bélgica. Me refiro à Rue Neuf, localizada no centro da capital bruxelloise, próximo à Grand Place. Nela estão ancoradas as grandes lojas de departamentos, mais conhecidas como fast-fashion, como a Zara, Primark, Celio, C&A, Pimkie e a própria H&M. 


Slogan da campanha contra a loja Cos
Fachada da loja contra a Cos
Restaurantes a favor da campanha
No Cos
Loja
Fachada de uma das lojas ícones da região
Slogan no cantinho da vitrine
Todos contra a Cos
Mais slogans 
Moradores a favor dos comerciantes locais
Uma das marcas de luxo, instaladas no quadrilátero
STIJL
Uma das marcas mais antigas e tradicionais - desde 1984
STIJL
Loja conceito
Marcel
Sob medida
Entrada de uma das lojas
Feito à mão
Loja local







*Imagens: Ana Laura Visentini

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O clima e as peças indispensáveis para viver Bruxelas


A capital belga é uma das cidades europeias com maior incidência de chuva. Você pode estar caminhando em um dia ensolarado e temperaturas médias, mas a qualquer momento é possível que o vento mude e pingos comecem a cair do céu, inesperadamente. Isso é Bruxelas, "je t'aime"! 
O domingo é chuvoso e apesar dos inúmeros dias de sol que antecederam o fim de semana, parece que ela veio para ficar. O guarda-chuva é bem-vindo, contudo, os belgas não o usam tanto, estão acostumados ao clima e aos pingos e seguem naturalmente suas atividades corriqueiras: vão ao mercado, levam o cachorro para passear, marcam encontros com amigos, correm no parque, fazem viagens curtas e ainda enfrentam longas filas nos supermercados na volta para casa. É bom estar prevenido e contar com roupas que permitam um certo conforto para enfrentar o clima nada amigável e seus contrastes. Sim, preciso falar sobre isso, chove praticamente "todos os dias" em Bruxelas e como os minutos não são eternos e tudo é novidade, melhor manter o bom humor e aproveitar o local como ele é. 

DICA: Acessórios "funcionais" e tecidos impermeáveis, um belo chapéu, sapatos fechados, écharpe ou uma manta quentinha para agasalhar o pescoço. Como "peça coringa" para todas as estações, o trench coat, além de útil contra a chuva também pode compor um visual clássico e sofisticado para homens e mulheres. 

Imagens: H&M; Burberry